Eu e a outra.


Então eu saí. De mim e da outra. Saí do corpo não meu e um pouco de meu corpo que prendia e prendia e parecia nunca querer me largar. Liberteitei-me demais para depois voltar. Olhei as coisas de fora. Furacão. Saí. Olhei.
O suor que caia, fiquei olhando o desespero que o calor causava em mim. As lágrimas quentes. Os gritos sem sentido. As palavras. Olhei, ouvi tudo. Tudo tão desigual. Tudo tão não-eu.
Os cigarros fumados sem vontade de fumar- só pela ansiedade de ser fumaça. A velocidade que eu fumava os cigarros me assustou- vendo assim, de fora de mim.
Tudo me assustou, vendo de fora. Fora. Fora de mim, o susto de ver-se de fora.
O susto passado, voltei. Voltei a mim diferente do que fora e assustada com o novo. O novo sempre novo que o frio vem para mim como o novo veio para a outra em ondas. O novo.

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