Manhã.


O coração acelerado, as verdades resumindo-se a apenas uma pequena e frágil- bibêlo de vidro sobre uma daquelas toalhas bordadas, eu tento acordar mais tarde para o dia durar menos. O relógio marca as sete e eu estou de pé, fazendo o café só para mim, sozinha com os meus pensamentos de vida e morte – pensamentos de café preto, sem açúcar.
Passam os minutos como coisas quaisquer e eu não sei mais o que faço além de andar pela casa vazia de vontades. Pego o telefone, um número ou outro- mas é tão cedo. Porque é tão cedo e em mim tão tarde para coisa qualquer que eu queira fazer?
São nove horas. O dia não passa. O coração não desacelera. A verdade não se quebrou- ainda.
Tic. Tac.

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