Labrys.


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O caminho por entre as árvores sempre foi um labirinto. O frio e a neblina. O frio. Entre todas as mãos são as suas que afastam os galhos do meu rosto. O ar quente não pode ser a sua respiração. Os pinheiros sibilam. Ainda hoje, os pinheiros sibilam. Eu sempre choro quando passo por essa entrada à direita, mas meus olhos não podem saber da rotina quando meu coração avança quieto. Você já esteve aqui antes? A saída está no centro.

As farpas nas suas mãos são salgadas e meus lábios quentes fazem seu corpo tremer. Sem você eu já teria perdido meu único olho. Apenas ciclopes se apaixonam.

As sebes só deixam a luz do sol entrar quando chegamos ao centro. Não tem nada aqui, eu esperava algo magnífico. Seus braços entrelaçam meus ombros e eu esqueço de respirar quando me aninho no seu pescoço. A luz agora é forte demais, fechamos os dois únicos olhos.

Vês? Sim, é magnífico.

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